10 Empreendedores Brasileiros de Sucesso [Parte 2]



Exemplos de pessoas comuns que conquistaram o sucesso

Os empreendedores brasileiros de sucesso do primeiro artigo já incentivaram você. Mas se ainda lhe falta motivação, seguem alguns exemplos de nichos de mercado que esses empreendedores souberam aproveitar:

 

 

Alexandre Tadeu da Costa – Cacau Show

 

Você se imaginaria empreendedor aos 17 anos? Alexandre Costa sim, e com essa idade deu início a maior rede de chocolates do Brasil – a Cacau Show. Em 1988, véspera de Páscoa, Alexandre decidiu revender chocolates para ganhar algum dinheiro. Conseguiu uma encomenda de 2 mil ovos para uma escola, mas a empresa não conseguiria atender a demanda. Não querendo deixar as pessoas a desejarem, decidiu fazer o pedido em apenas 3 dias, trabalhando por 18 horas. Ele conseguiu, e no final ficou com o lucro de 500 dólares. Esse capital foi suficiente para inspirar Alexandre a dar continuidade para o negócio. E logo conseguiu alugar um estabelecimento para fazer sua produção. Depois, ele ainda foi estudar sobre chocolates na Bélgica, para aprimorar seu talento.

O empresário se orgulha por nunca ter precisado pedir um empréstimo ou financiamento ao banco. E 13 anos depois, a Cacau Show parou de apenas produzir e abriu sua primeira loja. No ano seguinte, já eram 18 franquias da marca. E em 2003, um ano depois, a rede de chocolate estava com mais de 230 lojas espalhadas por todo Brasil. Isso tudo fez com que a Cacau Show ganhasse o prêmio de Melhor Franquia do Ano, em 2005.

Com apenas 20 anos, a Cacau Show, em 2008, ultrapassou a norte-americana Rocky Mountain, tornando-se a maior rede de chocolates do mundo. No ano seguinte, o empreendedor fundou o Instituto Cacau Show. O objetivo é promover projetos de proteção básica e direitos sócios assistenciais para pessoas carentes. Isso tudo por meio de atividade educacionais, culturais, ambientais, esportivas, jurídicas e profissionalizante. O Instituto atualmente conta com mais de 500 pessoas, entre elas crianças, adolescentes e idosos.

Esses acontecimentos deram mais gás para Alexandre, que criou uma nova meta. Seu novo trajeto seria ter mil franquias em 2010. E adivinhem? Ele venceu o desafio. No ano posterior, a Cacau Show comprou três fazendas para a produzir seu próprio cacau. Sempre visando a qualidade para suprir a quantidade.

Com tantos feitos em um curto período de tempo, Alexandre entrou para a Academia Brasileira de Marketing. Em 2011 ele foi eleito Empreendedor do Ano, pela Ernst & Young Terco, em Mônaco. E em 2013 ganhou o prêmio de Varejista do Ano de Mercados Emergentes, no World Retail Awards, em Paris. A empresa Pão de Açúcar, já foi premiada nesta mesma categoria também.

Nesse mesmo ano, a marca criou a Cacau Par, um holding que controla 50,1% da rede Brigaderia. O intuito desse holding foi comprar empresas de pequeno porte, com grande potencial de crescimento, e ajuda-las a crescer de forma sustentável. Também tem como objetivo trazer negócios do exterior para o Brasil, e criar novas empresas.

Atualmente, a empresa contém 2 mil franquias pelo país. Lança 200 novos produtos todos os anos. E produz cerca de 12 mil toneladas de chocolate anualmente. Ele conta tudo isso em seu livro “Uma trufa e … 1000 lojas depois! ”, lançado em 2010.

Com tantos feitos realizados por Alexandre, apenas um pouco de chocolate recupera a energia.

“A gente nunca chega lá. Se eu achar isso, será o começo do fim. ” – Alexandre Tadeu da Costa

 

 

Robinson Shiba – China In Box

 

O que suas motivações fazem de você? As de Robinson Shiba fez ele ser o dono da maior rede de Fast Food Chinês da América Latina. Aos 22 anos, ele estava cursando faculdade de odontologia, casado e com um filho. O medo e insegurança de deixar a sua família desamparada foram a sua motivação. Então, ele juntou um dinheiro e foi para o EUA aprimorar seu inglês. Porém, Shiba foi assaltado um dia e levaram todo o seu dinheiro. Agora, sem mais ter como pagar por comida e moradia, ele precisou arranjar um emprego. Seu primeiro trabalho foi em uma rede de delivery. Exercendo a função de entregador, faxineiro, auxiliar de cozinha, entre outros. Tudo isso fez Shiba perceber o quanto a comida pronta era um sucesso no país. Então ele teve a ideia de levar o formato de mercado para o Brasil.

Após estudar muito, ver todos os pontos positivos e negativos, o empreendedor decidiu colocar seu plano em prática. Foram 6 anos de estudo, de 1986 até 1992, para enfim conseguir planejar toda a estratégia do negócio. Com a ajuda de seu pai, que vendeu um imóvel próprio por um terço do valor, Shiba conseguiu capital para dar início ao seu empreendimento. E além de trazer o modelo de fast-food para o Brasil, ele também implementou outras novidades, como a cozinha visível para os consumidores assistirem seu alimento ser produzido – modelo que inspirou a rede Subway, por exemplo.

No ano 2000, o China in Box finalmente liberou sua marca para ser franqueada. O negócio deu certo e as pessoas gostaram muito. Hoje, a marca já conta com 160 lojas espalhadas por 70 cidades de 22 estados brasileiros. E além disso, Robinson Shiba implantou o grupo Treandfoods, em 2008, gerenciando o China in Box e também o Gendai – rede de restaurantes de comida japonesa. O resumo que Shiba transpassa para se ter sucesso em seu negócio é: estude e inove. Essa é a combinação ideal para a ascensão de um empreendimento.

“Se não houver felicidade dentro do negócio, a rotina se torna uma tortura. ” – Robinson Shiba

 

 

Cleusa Maria da Silva – Sodiê Bolos

 

O que é preciso para se ter a receita do sucesso? A Cleusa Maria da Silva diria que é determinação e aproveitar as oportunidades. Aos 9 anos trabalhou como boia-fria no interior do Nordeste, e aos 15 foi até São Paulo para trabalhar de doméstica. Ela nunca imaginou que um dia seria empreendedora. A oportunidade surgiu quando, a esposa de um ex-chefe pediu para se mudar para o interior de São Paulo e ajuda-la na microprodução de bolos caseiros. Cleusa foi, e depois de um tempo começou a gerenciar o negócio sozinha. Fazendo suas próprias regras, ela conseguiu juntar capital suficiente para comprar uma pequena loja, em 1997.

Assim, a empreendedora começou seu negócio, vendendo bolos e balas recheadas que aprendera em um programa de televisão. Entregou muitos pedidos a pé, para ir conquistando cada vez mais clientes. O sucesso foi tamanho que muitos consumidores da capital viajavam até sua loja apenas para comprar seus produtos. Foi então, em 2002, que um desses clientes sugeriu que ela abrisse uma franquia da marca. Após estudar 5 anos, Cleusa decidiu entrar para o ramo de franquia. E seu primeiro franqueado foi justamente seu cliente que havia lhe dado a ideia.

Ela diz: “Faço questão de conhecer pessoalmente todos os franqueados, temos uma relação próxima, olho como está o movimento e ajudo no que for preciso, todos têm meu telefone celular. Acho que para se dar bem nesse mercado precisa ter um envolvimento próximo com o negócio” em entrevista a revista Expressão. E com esse cuidado, ela também implementou o test-drive do seu empreendimento, onde o futuro empreendedor pode acompanhar presencialmente o funcionamento de uma loja. Assim ele consegue ter a experiência para decidir fechar negócio.

Sua outra preocupação também está no sabor dos bolos. Para que haja um padrão, cada loja possui uma nutricionista para averiguar a qualidade dos produtos. Atualmente a marca possui mais de 90 sabores de bolos, e possui linhas especiais sem glúten, ovo, lactose e açúcar. Assim, clientes celíacos e diabéticos, por exemplo, que dificilmente encontram doces para comer, conseguem ter seus desejos atendidos.

A Sodiê hoje em dia está com mais de 290 lojas espalhadas pelo Brasil. Elas estão localizadas em 13 estados do país, mais o Distrito Federal. O próximo passo agora é abrir lojas no exterior e levar sua receita de sucesso para outros países.

“Nada cai do céu. Temos que batalhar com muito amor e dedicação para conquistar nossos objetivos. ” – Cleusa Maria da Silva

 

 

Fabio Seixas – Camiseteria

 

Fabio Seixas, assim como o Romero Rodrigues, foi uma das pessoas que ajudaram a desenvolver a internet no Brasil, em 1993. Desde então, Fabio se envolveu sempre na área de tecnologia, chegando a trabalhar com webdesign em 1995. Como era de se esperar, seu plano não foi muito bem-sucedido. O visionário diz “os empreendedores, principalmente os digitais, não devem ter vergonha de voltar para casa e dizer que o negócio não deu certo. A energia precisa se voltar para um novo empreendimento, utilizando a experiência do anterior”.

E então, em 2005, ele teve a ideia de criar a Camiseteria. Nesse tempo a internet ainda não era muito conhecida e utilizada, mas Fabio já visou algo inovador. A Camiseteria é uma loja, basicamente, de camisetas. Mas ela também é colaborativa e totalmente virtual. Desde sua criação, esse era o intuito. As artes estampadas nas camisetas são feitas por qualquer pessoa que escolhe inscrever seu desenho no concurso online. Assim, toda semana há uma votação para ser escolhida uma arte, e o ganhador recebe parte do lucro das vendas daquela camiseta. Assim há sempre novas roupas, com trabalhos diferenciados, e que já possui um apelo de venda por conta da votação.

Sem precisar de financiamento ou investidora, o negócio, justamente por ser inovador, foi um sucesso. Com um capital de 7 mil deu-se início às vendas, que em três meses já pagou o investimento e começou a gerar lucro. Atualmente a loja já contém mais de 3 mil camisetas, centenas de produtos alternativos, e mais de 100 mil estampas que passaram para avaliação. Com essa lição de atitude e atenção ao mercado, Fabio ensina que se deve sempre confiar no seu negócio, mesmo que seja arriscado.

“Com determinação e uma motivação justa – e dinheiro por dinheiro, ao meu ver, não é uma motivação justa – será possível criar uma empresa de sucesso. ” – Fabio Seixas

 

 

Caito Maia – Chilli Beans

 

Antônio Gomes Pereira Filho, mais conhecido como Caito Maia, tem 49 anos e muita experiência da estrada. Ele, que nasceu em São Paulo, sempre teve a alma criativa. Aos 18 anos foi estudar música nos EUA, na universidade Berklee, em Boston. E chegou até a formar uma banda, chamada Las Chicas Tienen Fuego, em 1996. Conseguiram fazer algumas turnês no Brasil e quase fecharam contrato com a Sony Music. Mas, o destino empreendedor não permitiu. E em 1997, Caito iniciou seu próprio negócio comercial, chamado Blue Velvet.

A Blue Velvet foi um atacado varejista, onde Caito comprava óculos de marcas importadas e revendia no Brasil por um preço muito mais acessível. As vendas logo de começo foram o maior sucesso, tendo 250 clientes em seu primeiro ano de mercado. Mas, como o empreendedor era criativo, e não economista, o negócio acabou quebrando. O motivo? Inadimplência de apenas dois clientes. Porém, ele não desistiu do seu mais novo sonho, e recomeçou novamente. Só que desta vez Caito usou o estoque da antiga loja e foi vender no maior mercado itinerante de São Paulo, o Mercado Mundo Mix. E no primeiro dia da nova loja, o volume das vendas já foi gigante. Assim nasceu a Chilli Beans.

Agora já preparado e com noção financeira, o empreendedor, ainda em 1997, deu início ao que se tornaria a maior loja de óculos da América Latina. No ano 2000, a Chilli Beans expandiu e começou a criar seus próprios modelos. Um ano depois, a loja abriu sua primeira franquia. Ela se destacou no mercado, primeiramente, pelo seu conceito self-service. Isso porque as óticas têm um modelo conceitual em que os óculos ficam expostos em prateleiras, não permitindo que o cliente pegue ou veja o óculos de perto, no primeiro momento. Já na Chilli Beans, seus clientes podem pegar e provar os produtos a vontade.

Atualmente a marca se destaca pelo estilo que vende para seus clientes, e não apenas um óculos/acessório. E para que cada consumidor tenha o seu gosto atendido, a Chilli Beans lança a cada 45 dias uma nova coleção. Dessa forma, ela alcança todos os tipos de personalidades, bolsos e tamanhos. Mas você acha que a marca parou por aí? Não mesmo. Em 2011, ela passou não só a vender óculos, mas também outros produtos, como bolsas, acessórios e mochilas. E com tanto sucesso, a Chilli Beans hoje, através de licenciamento, possui sua marca estampada em bicicletas, guitarras, roupas íntimas, chinelos, e muito outros produtos de terceiros. Tudo isso porque a marca virou referência de estilo e originalidade.

Não por menos, a Chilli Beans acabou conquistando diversos prêmios nacionais e internacionais ao longo dos seus 21 anos de existência. Atualmente, existem mais de 750 lojas espalhadas por mais de 17 países. Sua movimentação financeira chega a ultrapassar R$ 500 milhões a cada ano. E por tudo isso, Caito se tornou um músico pseudo-frustrado mas um empreendedor de grande sucesso.

“Se você tem amor e garra, você vai vender qualquer coisa. ” – Caito Maia

 

Agora que você já conhece essas histórias incríveis, que tal colocar suas ideias em prática?

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